Jade Barbosa

Como alguns já sabem, trabalho como diretora de Marketing do Clube de Regatas do Flamengo. Não vou lá todos os dias, porque minha função principal é cuidar do desenvolvimento do site oficial e posso fazer a maior parte do trabalho em meu escritório. Mas pelo menos uma vez por semana vou à sede da gávea para reuniões etc. Ontem foi um desses dias, estava acompanhando a Mila Juns, uma das programadoras do site, que veio de São Paulo para uma reunião. Ao passarmos ao lado do ginásio olímpico vimos uns flashes… lá estava nossa campeã numa sessão de fotos!

Desde os jogos Panamericanos eu estava tentando fazer uma entrevista com a Jade para o site do Flamengo. Mas a agenda da atleta nunca permitiu, assim que os jogos no Rio de Janeiro terminaram ela voou para a Europa. Conversei com o pai dela, Celso Barbosa, extremamente atencioso e simpático. Ele prometeu ajudar nesse projeto, disse que podemos enviar as perguntas por e-mail e ela nos mandaria as respostas. Disse também que poderia fornecer fotos para a matéria. Dessa forma, em breve teremos uma nova entrevista no flamengo.com.br. (obs: deu tudo certo e hoje a entrevista com a Jade já está na Flapédia: www.flamengo.com.br/flapedia).

Jade é uma graça, simpática, paciente, atenciosa – muito fofa. Atende a todos que se aproximam com carinho e um sorriso. Ela devia estar cansadíssima depois da longa sessão de fotos que incluía trocas de roupa, num dia de calor intenso (eu estava derretendo dentro do ginásio). Mesmo assim tirou fotos com os fãs que se aproximaram e conversou um pouquinho comigo. Eu sugeri ela ter um blog no site do Flamengo, mas ela disse que muito provavelmente ele ficaria com conteúdo muito atrasado por causa do pouco tempo livre em seu dia a dia. Um blog tem que ter informações frequentes, não é mesmo? Uma atleta tão disciplinada não se comprometeria com algo que ela achasse que não poderia cumprir.Foi uma alegria muito grande conhecer Jade Barbosa pessoalmente. É claro que a tiete aqui não poderia deixar de registrar o encontro com uma foto! E assim vocês ficaram sabendo como eu sou baixinha… Olha eu do lado dela!!! Rs, rs, rs

Macumba?

Qual o designer que nunca fez uma maluquice por seu trabalho? Formatando um livro sobre carnaval, cismei que precisava de uma foto de um pé de chinelo velho perdido na areia da praia, meio enrolado numas serpentinas… “Acabou noooooosso car-na-vaaaaaal…” Pois é, lá fui eu pra praia de Ipanema, em plena quarta-feira nublada fazer a tal foto. Na sacola (de supermercado) um pé de tamanco que eu nem lembrava que tinha, outro de sandália havaiana, uma garrafa vazia de cerveja long neck, algumas serpentinas e um punhado de confete. A lenha foi achar confete e serpentina pra comprar em setembro. Ah, e minha câmera, claro, e as chaves de casa. Sabia que a praia estaria completamente vazia pelo horário e o frio do início de primavera. Não dava pra levar mais do que o essencial.

Foi eu agachar para montar minha produção fotográfica e imediatamente colar em mim a única alma encarnada naquela praia: um vendedor de pipas. Eu estava bem perto do calçadão, pra poder correr ao primeiro sinal de adversidade. A primeira sugestão de meu espectador foi que eu fosse mais pro meio da areia, lá ela estava “mais fofinha”… Eu disse “não obrigada, não precisa, só vou fazer uma foto”. A criatura não descolou. Ficava dando palpites “coloca mais confete! Ia ficar legal se tivesse umas pontas de cigarro! Coloca chave também!” Eu lá agachada, virando sandália pra cá, tamanco pra lá, não concordando com meu “assistente”, mas também não discordando, que eu não sou besta… Fiz umas 15 fotos com diferentes poses de chinelos e garrafa, despedi-me da figura e fui-me embora. Ah, dei um rolinho de serpentina pra ele, de brinde.

Já no escritório me toquei do seguinte: o que as pessoas que passavam na calçada ou de carro ali do lado poderiam ter pensado daquela cena? Uma mulher de cócoras na areia da praia numa tarde nublada, arrumando umas coisas no chão, com um vendedor de pipas mais pro despencado do lado? Macumbeira, claro!!!! Bem que os rapazes do quiosque me olharam meio esquisito quando eu fui embora. E que macumbeira estranha, que depois leva a macumba de volta pra casa e deixa a praia limpinha… Ai, ai… E a foto final vocês podem ver no início deste post, pra mostrar como o mico valeu à pena! Rs, rs, rs.

Trabalhando em casa

Se você decidiu trabalhar em casa, ótimo. As vantagens são diversas, especialmente se você mora e trabalha sozinho. Se você mora com sua família, procure deixar o local de trabalho bem separado da área residencial. Eventualmente você precisará receber um cliente em seu escritório e não vai ser nada agradável se ele for obrigado a interagir com sua intimidade. Nada de deixar a cozinha aparente, toalha molhada no banheiro e – pior de tudo – seu quarto de dormir exposto. O ideal é que a primeira coisa que o cliente veja ao passar da porta de entrada seja seu local de trabalho. Mas nem sempre isso é possível, de acordo com a arquitetura de cada imóvel. Nesse caso, mantenha a arrumação de sua casa impecável.

Tenha um telefone exclusivo para o escritório. E se você tem filhos, nada de deixar as crianças atenderem essa linha. Já pensou o cliente ouvir um “mããããããããããããnhêêêêê, telefoooooone”? Nada profissional. Quando seu cliente te liga ele quer falar com um profissional, não com o pai ou com a mãe de alguém. Crianças são uma delícia, e fonte de muita inspiração, mas no horário comercial é melhor mantê-las entretidas longe do escritório. Separe um horário para ficar exclusivamente com seus filhos todos os dias e eles entenderão quando você precisar se dedicar ao trabalho.

Dependendo da configuração da sua residência (posição dos cômodos, número de pessoas que moram com você etc) talvez seja uma boa idéia receber seus clientes em um escritório virtual. São salas comerciais com serviços de internet, telefone, fax etc, que são alugadas por hora para reuniões profissionais. Procure uma que seja conveniente para você, se quiser deixe a sugestão abaixo nos comentários!

Trabalhar em casa não obriga ninguém a estar 24 horas disponível. Faça seu horário de trabalho e seja fiel a ele. Ter a tal linha telefônica exclusiva para o escritório facilita muito. Quando seu expediente terminar, deixe a ligação cair na secretária. Feche a porta do escritório. Assim você poderá se dedicar também a sua família e a você mesmo. Tudo bem, de vez em quando a gente precisa fazer hora extra, mas não deixe que isso vire regra. O stress chegará rapidinho e a estafa em seguida.

Assista TV, leia um romance, brinque com o cachorro, vá à ginástica, saia com os amigos. Trabalhar em casa é muito gostoso se feito com disciplina e coerência.