Trabalho em Home Office – regras trabalhistas

31Olá!!!!
Hoje em dia não apenas os free-lancers, mas também os contratados de carteira assinada podem trabalhar em sistema de home office. Esta é uma atualização das informações do meu post anterior sobre o assunto, que você pode ler aqui. A reforma trabalhista recente regulamentou o trabalho realizado de casa e muitas empresas estão aderindo a este esquema, que mostra-se eficiente e mais vantajoso para elas. É muito mais econômico manter o funcionário em casa. Mas é necessário o cumprimento de horários, não tem essa de trabalhar a hora que quiser (o que acontece quando você é um free-lancer). O funcionário precisa estar à disposição do empregador no horário combinado. Veja abaixo a resposta para algumas dúvidas:

1 – O empregador pode demitir o funcionário e recontrata-lo para trabalho em home office?
Não é necessário. Basta que ambas as partes estejam em comum acordo.

2 – Pode-se trabalhar alguns dias na empresa e alguns em casa?
Sim, existe essa possibilidade, sem alteração no contrato de trabalho.

3 – Os direitos trabalhistas são os mesmos?
Sim, o funcionário de horário integral tem direito a férias, 13º salário e FGTS.

4 – E quanto aos benefícios?
São decididos em acordos, e é muito importante que ambas as partes tenham isso bem definido para evitar embates futuros. O empregador pode decidir não pagar vale transporte, por exemplo, se o funcionário não precisa ir à sede da empresa com frequência.

5 – Quem trabalha em home office tem direito a horário de almoço?
Sim, continua tendo direito ao horário de refeição e descanso.

6 – Existe limite máximo de jornada de trabalho em home office?
Sim, o contrato para home office respeita a jornada de 44 horas semanais.

7 – O trabalhador ficará disponível em qualquer horário?
Não, para isso ele deverá receber o adicional de sobreaviso.

8 – Quem trabalha em home office tem direito a descanso semanal?
Sim, como qualquer outro trabalhador.

9 – A empresa contratante é obrigada a fornecer a infraestrutura necessária para o trabalho em home office?
Sim, todos os equipamentos necessários ao trabalho devem ser fornecidos pela empresa.

10 – E as contas? A empresa é obrigada a pagar as contas de luz, internet e telefone do funcionário home office?
Sim, a empresa deverá arcar com esse custo, ao menos o proporcional necessário para a realização do trabalho regular.

Fonte: escritório Stuchi Advogados, via jornal Metro de 31 de julho de 2017

Quem não se comunica…

Entre 1956 e 1988 a televisão brasileira transmitiu os programas do Chacrinha – José Abelardo Barbosa de Medeiros – apelidado de “Velho Guerreiro”. Um de seus bordões mais famosos era “Quem não se comunica se trumbica”. Muito sábio, o Chacrinha.

Um problema muito sério no relacionamento cliente X fornecedor é a comunicação. A ineficiência ou mesmo a falta dela.

O filme Minha Amada Imortal (Immortal Beloved, Bernard Rose, 1994) mostra uma carta que Beethoven “acha” que enviou à sua amada. Na verdade a carta nunca foi entregue à sua dona, gerando, assim, o término de um grande amor. Um mal-entendido com consequências irreparáveis.

Mal-entendidos são terríveis. Um deles custou-me um cliente recentemente. E podem ser evitados. Com cuidado, muita atenção e persistência. Algumas idéias para manter uma boa comunicação com seu cliente:

• Registre por escrito reuniões, pedidos, orientações… com datas. Guarde os e-mails que trocou com os clientes.
• Combine datas de entrega de trabalhos. “Assim que puder”, “logo” e “rápido” não são prazos reais.
• Se o cliente não responder seu e-mail, aguarde um ou dois (no máximo) dias e confirme se o e-mail foi recebido
• Se seu cliente desaparecer, procure-o. Muitas pessoas pedem orçamentos e depois somem. Não suma você também. Confirme se a pessoa desistiu do trabalho, se ainda está pensando ou se não recebeu sua correspondência.
• Confirme o confirmado. A gráfica disse que ia entregar direto no cliente? Confirme se entregou. O fornecedor disse que as pastas são impermeáveis? Confirme se a tinta não sai quando molha. Parece bobeira, mas não é.
• Detalhe sempre. O cliente disse “nem precisa me dar o orçamento, pode mandar fazer”? Pegue um orçamento prévio e peça a ele para assinar. Disse “quero laranja, você pode escolher o tom”? Pegue uma tabela Pantone e mostre a ele, anote o número escolhido. “Mande fazer mais mil postais”. Envie um arquivo pdf do trabalho original e pergunte se não há realmente nenhuma modificação a ser feita.
• Dê sinal de vida de vez em quando. Não precisa ser chato e ficar ligando toda semana, mas telefone no aniversário do cliente, mande um brinde bonitinho no final do ano, ou simplesmente convide para um almoço ou café. O cliente pode não precisar de você naquele momento, mas certamente gostará da atenção.

Tem mais alguma dica bacana sobre comunicação com cliente? Envie pra nós! 🙂

Lançamento do livro O Mais Querido do Brasil, de Ziraldo

Hoje foi dia de festa na sede da Gávea do Clube de Regatas do Flamengo. Uma visita de Ziraldo para autografar seu livro “O Mais Querido do Brasil” em quadrinhos. Cinquenta crianças da Escola Municipal Sérgio Vieira de Mello foram convidadas e fizeram a maior farra: pintaram o rosto, desenharam, lancharam e brincaram com os mascotes Uruba e Urubinha. Cada uma ganhou de presente da Editora Globo um exemplar do livro, que levaram para casa autografado pelo autor. Foi uma tarde cheia de alegrias na linda sala de troféus do clube. Parabéns ao pessoal do Marketing do Flamengo pela organização!



Jade Barbosa

Como alguns já sabem, trabalho como diretora de Marketing do Clube de Regatas do Flamengo. Não vou lá todos os dias, porque minha função principal é cuidar do desenvolvimento do site oficial e posso fazer a maior parte do trabalho em meu escritório. Mas pelo menos uma vez por semana vou à sede da gávea para reuniões etc. Ontem foi um desses dias, estava acompanhando a Mila Juns, uma das programadoras do site, que veio de São Paulo para uma reunião. Ao passarmos ao lado do ginásio olímpico vimos uns flashes… lá estava nossa campeã numa sessão de fotos!

Desde os jogos Panamericanos eu estava tentando fazer uma entrevista com a Jade para o site do Flamengo. Mas a agenda da atleta nunca permitiu, assim que os jogos no Rio de Janeiro terminaram ela voou para a Europa. Conversei com o pai dela, Celso Barbosa, extremamente atencioso e simpático. Ele prometeu ajudar nesse projeto, disse que podemos enviar as perguntas por e-mail e ela nos mandaria as respostas. Disse também que poderia fornecer fotos para a matéria. Dessa forma, em breve teremos uma nova entrevista no flamengo.com.br. (obs: deu tudo certo e hoje a entrevista com a Jade já está na Flapédia: www.flamengo.com.br/flapedia).

Jade é uma graça, simpática, paciente, atenciosa – muito fofa. Atende a todos que se aproximam com carinho e um sorriso. Ela devia estar cansadíssima depois da longa sessão de fotos que incluía trocas de roupa, num dia de calor intenso (eu estava derretendo dentro do ginásio). Mesmo assim tirou fotos com os fãs que se aproximaram e conversou um pouquinho comigo. Eu sugeri ela ter um blog no site do Flamengo, mas ela disse que muito provavelmente ele ficaria com conteúdo muito atrasado por causa do pouco tempo livre em seu dia a dia. Um blog tem que ter informações frequentes, não é mesmo? Uma atleta tão disciplinada não se comprometeria com algo que ela achasse que não poderia cumprir.Foi uma alegria muito grande conhecer Jade Barbosa pessoalmente. É claro que a tiete aqui não poderia deixar de registrar o encontro com uma foto! E assim vocês ficaram sabendo como eu sou baixinha… Olha eu do lado dela!!! Rs, rs, rs

Macumba?

Qual o designer que nunca fez uma maluquice por seu trabalho? Formatando um livro sobre carnaval, cismei que precisava de uma foto de um pé de chinelo velho perdido na areia da praia, meio enrolado numas serpentinas… “Acabou noooooosso car-na-vaaaaaal…” Pois é, lá fui eu pra praia de Ipanema, em plena quarta-feira nublada fazer a tal foto. Na sacola (de supermercado) um pé de tamanco que eu nem lembrava que tinha, outro de sandália havaiana, uma garrafa vazia de cerveja long neck, algumas serpentinas e um punhado de confete. A lenha foi achar confete e serpentina pra comprar em setembro. Ah, e minha câmera, claro, e as chaves de casa. Sabia que a praia estaria completamente vazia pelo horário e o frio do início de primavera. Não dava pra levar mais do que o essencial.

Foi eu agachar para montar minha produção fotográfica e imediatamente colar em mim a única alma encarnada naquela praia: um vendedor de pipas. Eu estava bem perto do calçadão, pra poder correr ao primeiro sinal de adversidade. A primeira sugestão de meu espectador foi que eu fosse mais pro meio da areia, lá ela estava “mais fofinha”… Eu disse “não obrigada, não precisa, só vou fazer uma foto”. A criatura não descolou. Ficava dando palpites “coloca mais confete! Ia ficar legal se tivesse umas pontas de cigarro! Coloca chave também!” Eu lá agachada, virando sandália pra cá, tamanco pra lá, não concordando com meu “assistente”, mas também não discordando, que eu não sou besta… Fiz umas 15 fotos com diferentes poses de chinelos e garrafa, despedi-me da figura e fui-me embora. Ah, dei um rolinho de serpentina pra ele, de brinde.

Já no escritório me toquei do seguinte: o que as pessoas que passavam na calçada ou de carro ali do lado poderiam ter pensado daquela cena? Uma mulher de cócoras na areia da praia numa tarde nublada, arrumando umas coisas no chão, com um vendedor de pipas mais pro despencado do lado? Macumbeira, claro!!!! Bem que os rapazes do quiosque me olharam meio esquisito quando eu fui embora. E que macumbeira estranha, que depois leva a macumba de volta pra casa e deixa a praia limpinha… Ai, ai… E a foto final vocês podem ver no início deste post, pra mostrar como o mico valeu à pena! Rs, rs, rs.

Trabalhando em casa

Se você decidiu trabalhar em casa, ótimo. As vantagens são diversas, especialmente se você mora e trabalha sozinho. Se você mora com sua família, procure deixar o local de trabalho bem separado da área residencial. Eventualmente você precisará receber um cliente em seu escritório e não vai ser nada agradável se ele for obrigado a interagir com sua intimidade. Nada de deixar a cozinha aparente, toalha molhada no banheiro e – pior de tudo – seu quarto de dormir exposto. O ideal é que a primeira coisa que o cliente veja ao passar da porta de entrada seja seu local de trabalho. Mas nem sempre isso é possível, de acordo com a arquitetura de cada imóvel. Nesse caso, mantenha a arrumação de sua casa impecável.

Tenha um telefone exclusivo para o escritório. E se você tem filhos, nada de deixar as crianças atenderem essa linha. Já pensou o cliente ouvir um “mããããããããããããnhêêêêê, telefoooooone”? Nada profissional. Quando seu cliente te liga ele quer falar com um profissional, não com o pai ou com a mãe de alguém. Crianças são uma delícia, e fonte de muita inspiração, mas no horário comercial é melhor mantê-las entretidas longe do escritório. Separe um horário para ficar exclusivamente com seus filhos todos os dias e eles entenderão quando você precisar se dedicar ao trabalho.

Dependendo da configuração da sua residência (posição dos cômodos, número de pessoas que moram com você etc) talvez seja uma boa idéia receber seus clientes em um escritório virtual. São salas comerciais com serviços de internet, telefone, fax etc, que são alugadas por hora para reuniões profissionais. Procure uma que seja conveniente para você, se quiser deixe a sugestão abaixo nos comentários!

Trabalhar em casa não obriga ninguém a estar 24 horas disponível. Faça seu horário de trabalho e seja fiel a ele. Ter a tal linha telefônica exclusiva para o escritório facilita muito. Quando seu expediente terminar, deixe a ligação cair na secretária. Feche a porta do escritório. Assim você poderá se dedicar também a sua família e a você mesmo. Tudo bem, de vez em quando a gente precisa fazer hora extra, mas não deixe que isso vire regra. O stress chegará rapidinho e a estafa em seguida.

Assista TV, leia um romance, brinque com o cachorro, vá à ginástica, saia com os amigos. Trabalhar em casa é muito gostoso se feito com disciplina e coerência.